Vol. 37 n. 63 - 1985


SUMÁRIO / SUMMARY

Plantas utilizadas em rituais afro-brasileiros no Estado do Rio de Janeiro - um ensaio Etonobotânico.
Rejan R. Guedes, Sheila Regina Profice, Elenice de Lima Costa, José Fernando A. Baumgratz & Haroldo Cavalcante de Lima

O gênero Rinorea Aubl. (Violaceae) do Brasil. Nervação e epiderme foliares.
Marcus Alberto Nadruz Coelho

Estudo taxonômico do gênero Pestalotiopsis Stey. (Melanconiaceae)
Abigail Freire Ribeiro de Souza

Levantamento da vegetação das Ilhas Itapuamas (Tapuamas), Baía de Guanabara, Rio de Janeiro
José Cardoso de Andrade, Léa de Jesus Neves & José Augusto F. da Costa

A checklist of the Aquifoliaceae of Bahia
Susyn Andrews

Efeito da adubação sore a condição andromonóica em Galactia striata (Jacq.) Urban (Leguminosae)
Mariana A. Coleman & Paulo Gastão da Cunha

Arachis prostrata Benth. (Leguminosae-Papilionoideae). Anatomia dos órgãos vegetativos.
Eurides Mambreu de Menezes

Flora do Estado do Rio de Janeiro - Família Trigoniaceae
Elsie Franklin Guimarães & João Rodrigues Miguel

A função dos jardins botânicos nos dias atuais
Luiz Emydio de Mello Filho

 

 


Plantas utilizadas em rituais afro-brasileiros no Estado do Rio de Janeiro - um ensaio Etonobotânico.

Rejan R. Guedes
Sheila Regina Profice
Elenice de Lima Costa
José Fernando A. Baumgratz
Haroldo Cavalcante de Lima

RESUMO

São relacionadas 51 espécies botânicas pelas denominaçãoes populares utilizadas nos rituais afro-brasileiros na cidade do Rio de Janeiro, acompanhadas de dados relativos à região de origem, à morfologia, ao uso nas diversas atividades populares e, quando possível, também ao hábito e à distribuição no Brasil. Os problemas encontrados na metodologia adotada para a realização deste estudo são discutidos.


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O gênero Rinorea Aubl. (Violaceae) do Brasil. Nervação e epiderme foliares.

Marcus Alberto Nadruz Coelho

RESUMO

No presente trabalho são focalizados os aspectos ligados à morfologia, nervação e epiderme foliares de 12 spp. do gênero Rinorea Aubl., ocorrentes no Brasil. Com base nesses caracteres, apresenta-se uma chave para identificação das espécies.


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Estudo taxonômico do gênero Pestalotiopsis Stey. (Melanconiaceae)

Abigail Freire Ribeiro de Souza

RESUMO

Iniciando o estudo taxonômico das espécies integrantes da família Melanconiaceae, apresentamos neste trabalho o gênero Pestalotiopsis Stey., muito a fim de Pestalotia De Not, do qual se diferencia pela presença de conídios com 5 células e 2 ou 3 setas simples e hialinas. neste gênero encontramos muitas espécies parasito-facultativas ocorrendo em vários tipos de substratos. Sobre diversos vegetais elas podem exercer um grau de parasitismo que varia de intenso a moderado. Procuramos assinalar neste trabalho apenas as espécies encontradas sobre as folhas de Angiospermae.

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Levantamento da vegetação das Ilhas Itapuamas (Tapuamas), Baía de Guanabara, Rio de Janeiro

José Cardoso de Andrade
Léa de Jesus Neves
José Augusto F. da Costa

RESUMO

Nas Ilhas Itapuamas podemos identificar quatro ambientes ecologicamente distintos: a) o dos núcleos insulares com solos incipientes, povoados por espécies características de restinga; b) o de vegetação de manguezal, rodeando aqueles núcleos; c) o topo dos grandes blocos graníticos ilhados, mas não lavados pelas marés; e d) o das faces sul e sudeste desses mesmos blocos. Procuramos identificar as etapas de sucessão no topo dos matações graníticos; mapeamos as comunidades de topo e da face sul de uma das rochas e inventariamos 37 táxons de angiospermas.

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A checklist of the Aquifoliaceae of Bahia

Susyn Andrews

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Efeito da adubação sore a condição andromonóica em Galactia striata (Jacq.) Urban (Leguminosae)

Mariana A. Coleman
Paulo Gastão da Cunha

RESUMO

Galactia striata (Jacq.) Urban, uma forrageira tropical, foi estudada durante o período de floração e frutificação, observando-se a condição andromonóica da espécie e seu desempenho em solo adubado e não adubado. A adição de K induziu o aumento de flores femininas estéreis.


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Arachis prostrata Benth. (Leguminosae-Papilionoideae). Anatomia dos órgãos vegetativos.

Eurides Mambreu de Menezes

RESUMO

Arachis prostrata Benth. é planta herbácea, rasteira, pubescente, raque de comprimento variável, estípulas concrescidas em parte com o pecíolo, duas jugas de folíolos oblongos mucronados e de nervação camptobroquidódroma com aréolas bem definidas e poucas terminações livres. Foram realizados estudos sobre a anatomia da região internodal de caule aéreo, do nó, pecíolo e peciólulo nas regiões basal, mediana e apical; do folíolo nas regiões da nervura principal, intermediária e do bordo. Os resultados obtidos pelo estudo dos órgãos vegetativos constituem subsídios para uma futura comparação com A. glabrata Benth., como tentativa de solucionar problema de natureza taxonômica.


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Flora do Estado do Rio de Janeiro - Família Trigoniaceae

Elsie Franklin Guimarães
João Rodrigues Miguel

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A função dos jardins botânicos nos dias atuais

Luiz Emydio de Mello Filho

RESUMO

Palestra proferida pelo Prof. Dr. Luiz Emydio de Mello Filho, durante a comemoração do aniversário do Jardim Botânico, a 13-06-1984.

São discutidos os conceitos de jardim e de "Jardim Botânico". São definidos os parâmetros que definem o jardim como uma modalidade de paisagem construída ou antrópica, respectivamente as finalidades utilitária, lúdica ou cognativa. É feito um aprofundamento do conceito de "Jardim Botânico" distinguindo-se de outra modalidade de jardim, o "Jardim Zoológico", dando-se ênfase à presença de uma coleção de plantas como fundamental para sua categorização. É apresentado numa resumida digressão sobre os jardins da Antiguidade no qual é mencionado o filósofo grego Aristóteles como o fundados do primeiro "Jardim Botânico". São mencionados os Jardins monásticos da Idade Média e é citada a fundação do primeiro "Jardim Botânico" moderno em 1544, em Pisa, por Luca Ghini, professor da universidade local. É dada uma cronologia de estabelecimento de outros importantes "Jardins Botânicos" na Europa. Na América são destacados os Jardins Botânicos, existentes no México, conforme encontrados pelo conquistador espanhol e o papel de Príncipe Maurício de Nassau, como fundador do primeiro "Jardim Botânico", do primeiro Observatório Astronômico e do primeiro "Jardim Zoológico" das Américas, pós-descobrimento. O artigo é concluído com uma exposição das finalidades de um "Jardim Botânico", na atualidade, a saber as finalidades utilitária, lúdica e educativa.


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